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AOS 17 ANOS DE IDADE, SEBASTIÃO CAMARGO
INICIOU A CONSTRUÇÃO DE UMA EMPRESA INOVADORA

Um jovem de 17 anos determinado a garantir o sustento da família após a morte do pai, foi humilde e hábil o suficiente para erguer uma construtora com economias de seu trabalho de retirada de terra de construções de estradas em uma carroça puxada por burro. Foi assim que a vida de Sebastião Ferraz de Camargo Penteado deu uma guinada e começou a transformar a engenharia no Brasil.

Nascido em 25 de setembro de 1909, filho de um pequeno produtor rural de Jaú (SP), Sebastião Camargo interrompeu seus estudos no terceiro ano primário (hoje ensino fundamental) para ajudar no sustento da família após a morte de seu pai. Trabalhava com a carroça diariamente. Posteriormente, ampliou o negócio e comprou mais uma carroça.

Com o passar do tempo e suas habilidades de agregar conhecimento, aprendeu técnicas de terraplenagem e decidiu investir seu potencial no ramo da construção civil.

Pois foi num pequeno escritório, instalado em 1936 na rua Xavier de Toledo, na região central de São Paulo, que criou, três anos depois, em 27 de março de 1939, a empresa Camargo, Corrêa & Cia. Ltda. – Engenheiros e Construtores em sociedade com Sylvio Corrêa e Mauro Calasans (os dois últimos deixaram a participação societária depois).

A empresa foi amadurecendo e em 1940 Sebastião Camargo comprou um trator, veículo até então pouco utilizado no país.

O portfólio da construtora acumula mais de 500 obras executadas no Brasil, dentre as mais importantes e estratégicas do país, como a Hidrelétrica de Itaipu, a simbólica e internacionalmente conhecida Ponte Rio-Niterói, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, rodovias como Imigrantes, Presidente Dutra, Fernão Dias e Bandeirantes e mais de 160km de linhas de metrô em São Paulo e outros Estados, além de minerodutos, oleodutos, linhas de transmissão de energia elétrica e redes de saneamento básico, entre outros setores de atuação também no exterior.

Já sem os sócios, Sebastião Camargo ampliou os negócios para outros segmentos, mas manteve seu crescimento atrelado aos passos inovadores da engenharia. Faleceu aos 84 anos, em 26 de agosto de 1994. Deixou filhas, netos, genros e um legado para história da infraestrutura do país.