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Código de Conduta para Relacionamento com os Povos Indígenas integra obra do Lote 13 com respeito à cultura

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A história da Nação Pankararu relata a vida da jovem Leonor que, sem saber, comeu carne de juriti, uma ave de canto melancólico, parecida com uma pomba e que se alimenta sementes e pequenos frutos que encontra no chão. Isso era proibido. Foi então que seu corpo começou ser encoberto por penas e todos passaram a ter medo dela. Ela foi benzida e levada para uma gruta, mas quando voltaram para buscar a moça ela não estava mais lá, havia se encantado.

Nos anos seguintes de colheita de umbu, quando as moças gritavam o nome de Leonor ouviam a voz dela. Desde então, Leonor transformou-se em um ensinamento sobre respeito à cultura Pankararu.

É por isso que essa síntese sobre Leonor está em nosso site: respeito. Nossas obras integram comunidades e respeitam a cultura e o bem-estar da população. Um exemplo de atuação conjunta é o Código de Conduta para Relacionamento com os Povos Indígenas, feito em parceria com representantes das nações Pankararu, Entre Serras Pankararu e Pankaiwka, no Lote 13 das linhas de transmissão, nos estados de Sergipe e Pernambuco e Bahia.

“Trabalhar duro, ser responsável, impactar positivamente a sociedade e atuar com respeito é a direção para todos nós convivermos de forma harmoniosa”, afirma o gerente da obra, Adilson Braz Lopes Filho.

INTEGRAÇÃO

Foram várias reuniões e debates sobre os procedimentos que nossos profissionais e terceirizados devem obedecer enquanto trabalham nas imediações das aldeias, vizinhas em alguns pontos dos 200 km de extensão das duas linhas de transmissão de energia elétrica.

Crianças indígenas de escola pública local foram incentivadas a fazer desenhos para serem inseridos no documento final do código. São registros da inspiração das novas gerações que preservarão a rica cultura de suas etnias. Caciques e lideranças dos três povos submeteram o texto final à discussão com profissionais da Camargo Corrêa Infra e aprovaram o conteúdo.

Regras de convívio são claramente descritas no documento, como somente ingressar em terras indígenas e frequentar casas cerimoniais, habitações e locais de reclusão para rituais espirituais se estiver acompanhado ou se for convidado pelas lideranças indígenas, comprometimento de não coletar amostras biológicas e arqueológicas destes territórios e não interferir no cotidiano desta população.

A obra mobilizou cerca de 500 profissionais no pico de seu funcionamento, alguns deles das aldeias locais, e o resultado desse convívio pacífico e respeitoso pode ser medido pelos trabalhos conjuntos entre nossos profissionais e a comunidade, como palestras, o Dia do Bem-Fazer, distribuição de material educativo no canteiro e pesquisa de satisfação.

“Sentimos muito orgulho de ter pessoas da comunidade indígena na construção desse projeto e isso fortalece nosso compromisso com os mais altos padrões de integridade”, afirma nosso gerente das obras do Lote 13.

Confira nosso código que sela o respeito cultural e à vida.
Código de Conduta para Relacionamento com as Comunidades Indígenas – PDF